Polícia Federal conclui inquérito sobre queda de helicóptero em Joinville

 

A Polícia Federal concluiu a investigação sobre a queda do helicóptero  no dia 8 de março, no bairro Paranaguamirim, na Zona Sul de Joinville, que deixou três mortos. Além dos suspeitos que estavam a bordo, outras três pessoas são apontadas de participação no crime.

De acordo com as investigações, Roni Telmo Teixeira, Bruna Talita Iastrenski e Creuzinei Artmann Cunha, participaram do plano para resgatar o detento Paulo Henrique Artmann dos Santos, que cumpria pena na Penitenciária Industrial de Joinville.

A investigação apontou que Daniel da Silva (único sobrevivente da queda) e Ivan Alexsander Zurman Ferreira pretendiam içar Paulo Henrique, que esperava o resgate no pátio de sol. Ele seria retirado com o auxílio de uma corda com cadeirinha de alpinista. Daniel, que já possui passagens criminais devia favores para uma facção criminosa e pagaria resgatando Paulo Henrique.

A aeronave com quatro tripulantes caiu cerca de dois quilômetros da penitenciária matando o piloto, Antônio Mário Franco Aguiar, de 57 anos, o auxiliar de pista, Bruno Siqueira,  20 anos e o outro sequestrador, Ivan Alexsander Zurman Ferreira, de 24 anos.

Durante a investigação, ficou comprovado que momentos antes da queda houve luta corporal entre os ocupantes do helicóptero, o que ocasionou a sua queda. Ivan Alexsander não possuía passagens criminais, porém foi o homem que arquitetou o plano, inclusive, teria ido até penha para fazer um voo de reconhecimento.

Não houve nenhum sinal de alerta emitido pelo piloto para o Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (Cindacta 2), porque o anúncio do sequestro foi feito apenas em Joinville, momentos antes da queda.

Indiciados

Além do único sobrevivente, Daniel da Silva, a Polícia Federal indiciou o preso que seria resgatado, Paulo Henrique Artmann dos Santos, seu irmão, Creuzinei Artmann Cunha, Bruna Talita Iastrenski e Roni Telmo Teixeira. Eles vão responder pelos crimes de associação a organização criminosa.  Daniel, terá ainda o agravante de  atentado e sequestro de aeronave com morte.

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