Grupo no Facebook une mais de 680 mil mulheres contra o Bolsonaro

O candidato Jair Bolsonaro (PSL) tem a rejeição de praticamente metade (49%) do eleitorado feminino, de acordo com pesquisa Datafolha divulgada nesta segunda-feira, 10. As mulheres representam 52% do total de eleitores.

Em meio a um cenário ainda incerto para as eleições à Presidência da República, milhares de mulheres se uniram em um grupo de Facebook apartidário com um objetivo: se posicionar a favor de seus direitos e contra Bolsonaro, conhecido por declarações e atos machistas.

Ludmila afirma que o grupo está sofrendo ataques na redes sociais e teme infiltração do time de moderadoras voluntárias.

Com medo de infiltração, o grupo está analisando com cuidado a oferta de ajuda voluntária para fazer a intermediação.

“Grupo destinado a união das mulheres de todo o Brasil (e as que moram fora do Brasil) contra o avanço e fortalecimento do machismo, misoginia e outros tipos de preconceitos representados pelo candidato Jair Bolsonaro e seus eleitores”, diz a descrição no Facebook.

“Acreditamos que este cenário que em princípio nos atormenta pelas ameaças as nossas conquistas e direitos é uma grande oportunidade para nos reconhecer como mulheres. Esta é uma grande oportunidade de união! De reconhecimento da nossa força!”, completa o texto de apresentação.

Segundo as regras das moderadoras, o grupo é destinado apenas para mulheres cis ou trans, as discussões devem ocorrer de forma respeitosa, e não são permitidos discursos de ódio, enquetes sobre intenção de votos e a exposição de publicações feitas dentro da comunidade. Além disso, não é aceita propaganda para nenhum candidato.

Em entrevista à Catraca Livre, Ludimilla Teixeira, uma das criadoras do movimento, afirma que o objetivo não é atacar o Bolsonaro, mas sim, lutar contra o fascismo e o retrocesso que ele representa. “Infelizmente, ele é a figura mais nefasta para o público feminino, não tem propostas que nos ajude a encarar essa sociedade desigual. Na verdade, ele prega a redução dos nossos direitos”, explica.

A ideia do grupo surgiu como forma de juntar as mulheres em luta por seus direitos. No entanto, como se tornou algo muito maior, os planos das integrantes agora são organizar manifestações em cidades pelo país e, após as eleições, manter essa rede de apoio.

Para participar do grupo, clique neste link.

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