Deputados querem audiência pública para discutir corte de vagas nos Cedups

 

Vários parlamentares da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), voltaram a criticar o corte de matriculas para o segundo semestre nos Centros de Educação Profissional (Cedups) e articulam a realização de uma audiência pública para debater a decisão da Secretaria de Estado da Educação (SED).

“Se decidiu que no segundo semestre não vão ocorrer matrículas nos Cedups. A argumentação é de que 50% desistem, mas a solução não é fechar o curso e, sim, saber porque estão desistindo. Sou contra essas mudanças, fiz pedido de informação ao governador e uma solicitação de audiência pública junto com a deputada Carminatti (PT)”, informou Fernando Coruja (Podemos) na abertura da sessão desta terça-feira (3) da Assembleia Legislativa.

“Estou preocupado com o que vem ocorrendo na atuação do governo e da Secretaria de Educação em relação ao fechamento de vagas, pois isso impactará fortemente sobre as famílias, alunos e professores”, criticou Rodrigo Minotto (PDT).

Valmir Comin (PP), Gabriel Ribeiro (PSD), Luciane Carminatti e Dirceu Dresch (PT) acompanharam os colegas.

“Este assunto vai se tornar ‘caliente’ aqui na Casa, vamos nos insurgir porque não é admissível”, avisou Comin.

“Estamos apresentando uma proposição de audiência pública porque a atual secretária tem suspendido as matrículas através de comunicado às escolas”, justificou Carminatti, informando em seguida que a Comissão de Educação já decidiu convocar a secretária Simone Schramm para que explique os cortes.

“Uma decisão unilateral, absurda, contrária aos interesses de Santa Catarina, representa uma política que quer acabar com o ensino técnico “, disparou Gabriel Ribeiro, acrescentando que também assinou o pedido de audiência pública proposto por Coruja e Carminatti.

“Mais uma trapalhada da Secretaria de Educação: em fim de mandato trazer o fechamento das matrículas do Cedup, prejudicando centenas de jovens que querem se preparar para a vida”, avaliou Dresch.

A Secretaria de Estado da Educação enviou nota à Alesc sobre o assunto:

A Secretaria de Estado da Educação esclarece que a mudança no calendário dos Cedups é baseada em estudos que vêm sendo realizados desde 2017 e mostram os altos índices de evasão – há casos onde as desistências dos alunos ultrapassam 40% de um semestre para outro. Outras medidas, como a mudança na matriz curricular e até mesmo os cursos oferecidos em cada região também estão sendo discutidas e devem ser implementadas no segundo semestre. A SED ressalta, por fim, que o novo calendário dos Cedups não altera o dia a dia dos alunos dos cursos em andamento e que a matrícula de alunos novos  estará aberta em fevereiro de 2019.

//