Condenados os últimos dois réus no caso da decapitação de um adolescente em Joinville

Após dez horas de julgamento, o conselho de sentença do tribunal do júri da comarca de Joinville condenou, Valter Carlos Mendes e Carlos Alexandre de Melo  a 43 anos de prisão pelos crimes de sequestro, morte e decapitação de Israel Melo Junior, 16 anos. O crime aconteceu em fevereiro de 2016 no bairro Ulisses Guimarães.

O crime gerou muita repercussão em razão das imagens da decapitação que foram amplamente divulgadas nas redes sociais. Na época, a investigação reuniu provas suficientes para indiciar sete pessoas pelo crime, sendo que cinco delas já haviam sido julgadas e condenadas.

Valter Carlos Mendes, apontado pela investigação como um dos principais articuladores da morte de Israel e membro de uma organização criminosa que atua na Zona Sul da cidade, estava preso na Penitenciária Industrial de Joinville, porém, no dia 03 de setembro do ano passado, ele conseguiu fugir dentro de sacos de lixo da unidade prisional.

Condenados

Foram condenados no dia 09 de Agosto de 2017, pelo crime de homicídio qualificado por motivo torpe, tortura e meio cruel,  dissimulação e emboscada, Jonathan Luiz Carneiro. Ele foi sentenciado a 28 anos e sete meses de reclusão.  Leonardo Felipe Bastos pegou 26 anos e seis meses, Luciano da Silva Costa foi condenado a 28 anos e sete meses, Thomas Anderson Rodrigues recebeu a pena de 22 anos e três meses.

Além disso, eles também receberam pena pelo sequestro de duas vítimas, usadas como “isca” para atrair o adolescente, ocultação e vilipêndio de cadáver e associação criminosa. O laudo cadavérico indicou que o adolescente foi torturado antes de morrer.

O crime

O homicídio e a decapitação ocorreu no dia 2 de fevereiro de 2016.  A cabeça do adolescente foi encontrada dentro de uma sacola na esquina da rua Titan com a Estrada Timbé, no bairro Jardim Paraíso, na Zona Norte de Joinville. Em 10 de maio do ano passado, a polícia encontrou o local onde a vítima foi decapitada.

De acordo com a polícia, o vídeo foi fundamental para a identificação do local. A gravação foi anexada ao inquérito policial. Quando a polícia foi até o local do crime, foi encontrado um machado, que teria sido usado na decapitação e um lençol, usado para amarrar a vítima.,

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