Mesmo eleito, Bolsonaro não abandona discurso de ódio

 

O jornalista Leonardo Sakamoto se diz surpreendido com a insistência de Jair Bolsonaro, mesmo depois de vencer as eleições mais violentas da história do país, continuar a incitar a violência. Ele diz que “Jair Bolsonaro perdeu a chance de tentar arrefecer os ânimos do país em seus discursos após ser confirmado como o 38º presidente da República (…) Após o período eleitoral mais violento desde a redemocratização, era de se esperar que ele sinalizasse ao lado derrotado e seus eleitores com o objetivo de reduzir a tensão e fizesse um pedido a todos os seus apoiadores e simpatizantes para que buscassem o diálogo como saída”.

Sakamoto ainda afirma, em seu blog: “Contudo, preferiu abusar de termos militares em seu primeiro pronunciamento, via live do Facebook, falando de marcha do eleitorado, de exército de apoiadores, que ‘missão não se escolhe nem se discute, se cumpre’. Depois, em um segundo discurso, mais suave, agora na TV, questionado sobre o que fazer com um país que se encontra dividido, afirmou que trabalharia para ‘pacificar o Brasil’ – o que repetiu, em outra live, dizendo: ‘seguirei o exemplo do patrono do Exército brasileiro, Duque de Caxias, e irei pacificar o Brasil. Não será mais ‘este contra aquele”’.

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